domingo, 3 de janeiro de 2021
FLOZINHAS PELAS SENDAS DE LA VIDA!
sábado, 3 de março de 2018
MEMÓRIAS – TRÊS DO TRÊS DE DOIS MIL E TRÊS
Texto: Gimerson Ferreira
Fotos: Arquivo da Família
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Fim de uma História - Uma semi-tragédia "Grega"!

E na quarta rodada de tereré com 3 amigos;
Um possante carro em frente minha casa parou
Dele uma linda jovem de olhos verdes desceu
Peguei minha boina, apoiei-me na bengala,
Fui atende-la, quando gentilmente me cumprimentou
Tendo meus velhos olhos embaçados pelo tempo,
Pela ajuda de um óculos a contemplou
Lembranças de um longínquo passado me rondou
Meu coração estremeceu,
Cambaleando um amigo me amparou
A Linda jovem, após aquele doce “boa tarde”, para o alto olhou.
E fitando os verdes olhos em mim, seu olhar merejou.
“Minha mãe”... E um longo silêncio se passou...
“Minha mãe quer lhe ver”... E em choro desabou
“No hospital está enferma”... Meu coração gelou
Pasmado olhei a linda jovem, e uma pergunta lhe proferi.
Quem és sua mãe...
Estendendo sua mão, uma foto ela me mostrou...
“Ai esta o Senhor e mamãe...
Em uma foto que minha avó sempre guardou”.
“Tua história vovó sempre-me contou...
Desde o dia em que num velho arquivo este retrato achei..
Mamãe preferia não tocar no assunto
E sempre a via chorando sozinha em silencio pelo quarto
Quando eu insistia muito”.
“Sei dizer que vovó já se foi, esta foto me deu, que com carinho guardei”
Então, numa cadeira sentei, as lagrimas correram.
Ela novamente insistiu: “minha mãezinha quer lhe ver”.
Relutante não aceitei, aconselhado pelos amigos então no carro entrei
E em silêncio até o hospital cheguei.
No trajeto a linda jovem me contou... “Pai morreu jovem
Mas antes disso minha mãezinha e eu ele abandonou
Por isso gostava de ouvir as história de vovó
E com imaginação sonhava”... Neste instante o choro dela foi nítido
“Que pai maravilho o senhor teria me sido”
Na porta do quarto parei, já não continha as lagrimas.
Minha linda “filha” me amparou, até o leito de sua mãezinha chegar.
Fitando os olhos em mim, convalescendo me disse:
Você prometeu que nunca casaria, e vejo que cumpriu
Por favor, me perdoe pelo sofrimento que lhe seguiu.
Agora com minha velha e surrada boina...
Apoiado por uma filha que nunca tive,
Lentamente acompanho um cortejo... À cidade dos mortos lá vou indo
E pela ironia do destino que muito me desatina
Presto a última homenagem àquela que um dia foi minha linda menina!
O destino nos prega peças... E esta foi uma muito atordoante.
Porém, hoje vivo um pouco mais feliz,
Pois em minha casa corre alegremente Moises e Lais
Que sorridentes e alegres me chamam de avô
Estes são filhos daquela linda moça
Que um dia seu carro em frente a minha casa parou.
Tenho por certo que as aflições que por estes anos passei
Hoje são amenizadas por a “filha e os netos” que ganhei
Agora meus últimos anos de vida serão a todos eles dedicados
Inefável será explicar, bem como memorar tudo isso
Sem que lágrimas furtivas em silêncio deixem seu recado.
Texto: Gímerson F. Souza
Foto: google imagem
Composto em 04 de novembro de 2009 as 12:52hs
domingo, 5 de julho de 2009
Pra onde se vão os "Amigos".

Meus melhores e amigos se foram, levados por outros ventos...
E o deserto se fez meu lar.
O chão sólido e firme se ruiu sobre as solas de meus pés
E para meu corpo exausto e fadigado não se encontrou lugar.
A lua não tem mais o mesmo brilho, as estrelas se apagaram,
Mas o sol escaldante se faz presente, queimando o que restou intacto do tombo.
Todo o verde se desfaz, queria ser daltônico a ponto de não contemplar o verde...
Mas ele insiste em se mostrar.
Desesperado corro, mas em vão, pois em alto mar só tem o convés do velho veleiro
Que com mais ou menos tempo se afundara,
Correr não adianta, e triste, mas agora é só esperar.
A única salvação, era aquela prancha, que por sua culpa foi solta ao mar
Vejo ao longe no horizonte, você feliz a navegar,
Enquanto com o velho veleiro estou prestes a naufragar
Ondas me cobrem, a tristeza é nítida em meu olhar
Mas o seu sorriso fácil denuncia que estais a se alegrar
Meus melhores amigos se foram, levados por outros ventos...
Não me quiseram por perto, imaginando ser eu um futuro tormento...
E o deserto se fez meu lar...
E agora triste e sozinho vejo o veleiro naufragar...
Estou tão confuso que não sei se na areia do deserto ou nas águas do mar
Recosto-me agora tristonho, vendo sua felicidade, e me ponho a chorar.
Na vida fazemos escolhas,
Inclusive pra nos “salvar”, somos “obrigados” a ver nossos amigos a naufragar.
Mas a dor e o remorso na consciência, levaremos para sempre
Quando na verdade, a mão poderíamos ao amigo dar
Então felizes sairíamos daquele lugar tenebroso
Para na vida juntos gozar.
O que seria dos poetas se não tivesse tristeza né (by mel)
Os mais belos hinos e poesias foram escritos em tribulações (Emil Gustafson)
Da dor do coração advêm as melhores poesias
Resolvi lhe escrever isso em memória
Do que foram nossos melhores dias.
Mesmo dizendo que ainda me ama e que ainda se sente presa a mim
Continua a navegar enquanto abandonado o “amigo” se põe a afundar
Disse-me: “você não merece tudo isso”, mas sem olhar pra trás continua a remar.
E assim: Recosto-me agora tristonho, vendo sua felicidade, e me ponho a chorar.






