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domingo, 3 de janeiro de 2021

FLOZINHAS PELAS SENDAS DE LA VIDA!




Gratificante! Sensação de bem estar,
Estar com você é simplesmente radiante.
Zelar para que nossa cumplicidade aumente à cada dia,
Insta forças para continuar a jornada.
Andar pelas veredas sem você, sem vossa companhia
Não teria o mesmo sentido, o roteiro não seria o mesmo
Estaria errante, variante pelas sendas rochosas da vida!

São 6 anos juntos colhendo flores aos 03 dias dos janeiros!
Indagado respondo, quero ao teu lado montar a cada ciclo,
Lindos, coloridos e dezenas de ramalhetes.
Vale a pena cada passo desta revigorante caminhada,
Almejo dia após dia esse caminho trilhar.

Hoje, é teu dia, um dia especial.
Oportuno lembrar que das flores tu és a mais bela,
Nunca deixes te abater pelo sol, lembra-te, ele te fortalece.
Ouvir o gorjear dos pássaros, me traz a memória teu sorriso.
Rogo ao Eterno para que teus passos sejam por Ele guiados.
Amo estar ao teu lado.
Todos os dias é uma oportunidade nova de alegrias,
Obrigado por fazer de nossas vidas um oásis paradisíaco. 

Falo em plural pela obviedade que nos é inerente,
Elisa é a personificação de nossa união e felicidade,
Retrato fidedigno de amor incondicional.
Relatarei enquanto viver que tu, oh! amada minha!
Eis o amor de minha vida, de nossas vidas.
Imutável amor,
Razão indelével de viver.
Amo você... Flozinha! Amo vocês, motivação de viver.

Texto: Gimerson Ferreira de Souza.
Fotos: Arquivo pessoal.

sábado, 3 de março de 2018

MEMÓRIAS – TRÊS DO TRÊS DE DOIS MIL E TRÊS







Mas... as 18 horas...
A saudade teima em insistir,
Relembrando e revirando memórias,
Lá os pensamentos são serenos,
Inefáveis.

Da distancia quinquenal triplo
Em espelho vejo a amada... ohh! saudade.

Somente em miragem o seu rosto contemplo,
O sol reluzente em silêncio respira fundo
Uma voz tremula que ressoa:
ZL’ – “de abençoada memória”,
A lua sempre a de brilhar

Somos filhos, somos tetra, penta... quase octa, porque não hendeca.
Ohh! Maternal gratidão,
Afeto inconfundível, legado ad eternum.
Resta nos recônditos lagrimas furtivas a ecoar.
Enquanto o tempo passa,
Somos teus filhos a te amar.



Texto: Gimerson Ferreira
Fotos: Arquivo da Família

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Fim de uma História - Uma semi-tragédia "Grega"!


E na quarta rodada de tereré com 3 amigos;

Um possante carro em frente minha casa parou

Dele uma linda jovem de olhos verdes desceu

Peguei minha boina, apoiei-me na bengala,

Fui atende-la, quando gentilmente me cumprimentou

 

Tendo meus velhos olhos embaçados pelo tempo,

Pela ajuda de um óculos a contemplou

Lembranças de um longínquo passado me rondou

Meu coração estremeceu,

Cambaleando um amigo me amparou

 

A Linda jovem, após aquele doce “boa tarde”, para o alto olhou.

E fitando os verdes olhos em mim, seu olhar merejou.

“Minha mãe”... E um longo silêncio se passou...

“Minha mãe quer lhe ver”... E em choro desabou

“No hospital está enferma”... Meu coração gelou

 

Pasmado olhei a linda jovem, e uma pergunta lhe proferi.

Quem és sua mãe...

Estendendo sua mão, uma foto ela me mostrou...

“Ai esta o Senhor e mamãe...

Em uma foto que minha avó sempre guardou”.

 

“Tua história vovó sempre-me contou...

Desde o dia em que num velho arquivo este retrato achei..

Mamãe preferia não tocar no assunto

E sempre a via chorando sozinha em silencio pelo quarto

Quando eu insistia muito”.

 

“Sei dizer que vovó já se foi, esta foto me deu, que com carinho guardei”

Então, numa cadeira sentei, as lagrimas correram.

Ela novamente insistiu: “minha mãezinha quer lhe ver”.

Relutante não aceitei, aconselhado pelos amigos então no carro entrei

E em silêncio até o hospital cheguei.

 

No trajeto a linda jovem me contou... “Pai morreu jovem

Mas antes disso minha mãezinha e eu ele abandonou

Por isso gostava de ouvir as história de vovó

E com imaginação sonhava”... Neste instante o choro dela foi nítido

“Que pai maravilho o senhor teria me sido”

 

Na porta do quarto parei, já não continha as lagrimas.

Minha linda “filha” me amparou, até o leito de sua mãezinha chegar.

Fitando os olhos em mim, convalescendo me disse:

Você prometeu que nunca casaria, e vejo que cumpriu

Por favor, me perdoe pelo sofrimento que lhe seguiu.

 

Agora com minha velha e surrada boina...

Apoiado por uma filha que nunca tive,

Lentamente acompanho um cortejo... À cidade dos mortos lá vou indo

E pela ironia do destino que muito me desatina

Presto a última homenagem àquela que um dia foi minha linda menina!

 

O destino nos prega peças... E esta foi uma muito atordoante.

Porém, hoje vivo um pouco mais feliz,

Pois em minha casa corre alegremente Moises e Lais

Que sorridentes e alegres me chamam de avô

Estes são filhos daquela linda moça

Que um dia seu carro em frente a minha casa parou.

 

Tenho por certo que as aflições que por estes anos passei

Hoje são amenizadas por a “filha e os netos” que ganhei

Agora meus últimos anos de vida serão a todos eles dedicados

Inefável será explicar, bem como memorar tudo isso

Sem que lágrimas furtivas em silêncio deixem seu recado.

 

Texto: Gímerson F. Souza

Foto: google imagem

Composto em 04 de novembro de 2009 as 12:52hs

domingo, 5 de julho de 2009

Pra onde se vão os "Amigos".


Meus melhores e amigos se foram, levados por outros ventos...
E o deserto se fez meu lar.
O chão sólido e firme se ruiu sobre as solas de meus pés
E para meu corpo exausto e fadigado não se encontrou lugar.
A lua não tem mais o mesmo brilho, as estrelas se apagaram,
Mas o sol escaldante se faz presente, queimando o que restou intacto do tombo.

Todo o verde se desfaz, queria ser daltônico a ponto de não contemplar o verde...
Mas ele insiste em se mostrar.
Desesperado corro, mas em vão, pois em alto mar só tem o convés do velho veleiro
Que com mais ou menos tempo se afundara,
Correr não adianta, e triste, mas agora é só esperar.

A única salvação, era aquela prancha, que por sua culpa foi solta ao mar
Vejo ao longe no horizonte, você feliz a navegar,
Enquanto com o velho veleiro estou prestes a naufragar
Ondas me cobrem, a tristeza é nítida em meu olhar
Mas o seu sorriso fácil denuncia que estais a se alegrar

Meus melhores amigos se foram, levados por outros ventos...
Não me quiseram por perto, imaginando ser eu um futuro tormento...
E o deserto se fez meu lar...
E agora triste e sozinho vejo o veleiro naufragar...
Estou tão confuso que não sei se na areia do deserto ou nas águas do mar
Recosto-me agora tristonho, vendo sua felicidade, e me ponho a chorar.

Na vida fazemos escolhas,
Inclusive pra nos “salvar”, somos “obrigados” a ver nossos amigos a naufragar.
Mas a dor e o remorso na consciência, levaremos para sempre
Quando na verdade, a mão poderíamos ao amigo dar
Então felizes sairíamos daquele lugar tenebroso
Para na vida juntos gozar.

O que seria dos poetas se não tivesse tristeza né (by mel)

Os mais belos hinos e poesias foram escritos em tribulações (Emil Gustafson)

Da dor do coração advêm as melhores poesias
Resolvi lhe escrever isso em memória
Do que foram nossos melhores dias.
Mesmo dizendo que ainda me ama e que ainda se sente presa a mim
Continua a navegar enquanto abandonado o “amigo” se põe a afundar
Disse-me: “você não merece tudo isso”, mas sem olhar pra trás continua a remar.

E assim: Recosto-me agora tristonho, vendo sua felicidade, e me ponho a chorar.