domingo, 29 de março de 2009

Batendo Cartão


Batendo cartão - Pra não passar em branco.

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Em viagens, por caminhos e veredas esteve...

Contemplou a esfinge com seu olhar penetrante e terno, mas por vezes voraz e aguçado... Contemplou de perto bom como de longe. Seu nariz peculiar chamava a atenção... E sua boca ressequida pelo calor desértico, sempre foi untada pelas lagrimas, devido a escassez das vezes que viu água...

Numa outra viagem, pelos alpes esteve; mas seu pico não alcançou. Cavalgou nas escarpas das belas montanhas e em seus valados fez repousar sua cabeça, dando alento ao seu corpo abatido pelo cansaço...

Nas cavernas mais profundas e misteriosas, onde aventureiro algum explorou; fez beirar sua cavalgadura. Sentiu mistérios advindo das mesmas; circundou com seu belo alazão e a galope saíram com promessas e vontade de um dia retornarem.

Em suas viagens, várias vezes no mundo deu volta, mas quando voltava não mais se achou; pois a distância mais longa que ele poderia percorrer era dele a ele mesmo... e assim o viajor continuara solitário.

Fragmentos de um poema... Foto: http://www.fotosearch.com.br/CSP002/k0021831/

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Estamos preparando uma serie sobre o termo: LEI, analisando pelos vários prismas existentes o que concerne tal nomenclatura e seus fins. Aguardem.

domingo, 22 de março de 2009

Nois veio pra ficar!



Poxa!... você não da nem sinal de fumaça mais, não é?!

Quantas vezes já ouvimos esta fala? as vezes sempre a uso, quando deixo recado ou quando encontro alguem que a tempos não via ou me comunicava.

A comunicação é algo inerente a todos os seres vivos (pra não entrar na complexidade da eletronica que também se comunica). Sem ela não somos ou podemos fazer nada, e se fazemos estará fadado muitas vezes ao fracasso.

Criei este Blog ja à algum tempo, e minhas postagens aqui tem sido raras, ou por falta de tempo ou por descuido, sendo este o mais aplicavel, pois tempo sempre temos quardado em algum lugar. Com o intuito de faze-lo um atalaia para meus pensamentos o criei. Bem como para recepcionar e compartilhar ou discordar de ideias e ideais. Buscando meio de aprender cada vez mais, sendo assim um "eterno aprendiz".

Na sexta a noite (20-03-2009) encontrei por um acaso um velho conhecido, colega de jornada no curso de História, que também tem um blog - O Cacerense - Um livre pensador: Sandro Miguel. Por alguns minutos conversamos... e durante a conversa ele me cobrou as atualizações neste blog, (que por sinal a útima foi no ano passado - Neste interim o Odair josé também sempre me cobrava atualizações). Foi mais um incentivo para poder levar a cabo o que sempre vinha me prometendo a tempos: Manter atualizado meu blog.

Tenho muito que aprender no que concerne as configurações de um blog. Pois olhando blogs como do Sandro Miguel e do Odair José, e visivel o quanto este precisa de uma ajustada em seu visual. Mas chegaremos lá.

Este Blog não comunga com apenas uma linha de pensamento, mais navega nos planos das ideias, que irão do "santo" ao "profano"; do "serto" ao "herrado"; de coisas "transcendentais" a coisas "demasiadamente humanas"; que vai do intangivel ao palpavel. Logo você poderá encontrar aqui varios tipos de artigos e pensamentos.

Bom, é isso ai! Estamos de volta é espero que pra ficar definitivamente.

Tenham um ótimo dia

Nos vemos pela vida

Shal

Creditos: Fotos extraídas de: http://www.your-soul.com e http://www.poracaso.com

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

ENTÃO É NATAL...




"... Quando os magos encontraram Jesus, em casa, Ele estava perto da idade de dois anos. Como se pode ver, não se tratava mais de um recém nascido".
Rosh Yishai ben Yehudah.

  Como fazer para explicar ao Peru o sentido do natal? Este provérbio popular é usado em casos de grande complexidade paradoxal, pois explicar ao peru o sentido do natal, ou poderíamos ainda dizer o sentido do dia de ações de graças, não é tarefa fácil, por assim dizer.
  Lendo a entrevista de Roger Chartier concedida a Revista Presença Pedagógica, e analisando questão por questão imbuído em achar um recorte, uma fala, algo que me fizesse pensar com o autor, numa proposta de redigir um texto criticando ou apoiando algo, como uma letra de música, um artigo, enfim, coisas de nosso cotidiano. A prática constitui as representações em ação, captadas nas condutas do cotidiano ou no ordenamento dos rituais sociais – Chartier.
  Minha primeira proposta era analisar uma letra de música frente ao texto de Chartier, mas, durante a leitura pensei na questão do natal, que esta tão disseminada em nosso convívio, tão impregnado que é uma aventura, não muito bem vinda trilhar pelo caminho das indagações quanto a essa prática e essa representação que é o natal.
  Quando digo que não é muito bem vindo trilhar por esse caminho, refiro ao fato de já estar tais práticas e representações tão impregnado em nosso meio que o escrever, o falar, o indagar, o levantar suspeitas contra tais praticas é tido como loucura , e esse discurso não interessa a “sociedade”, sobre tudo a capitalista, que faz desta data ANACRONICA, seu meio de explorar pela FÉ, os incautos ou aqueles que simplesmente não faz conta e não querem saber o “real” sentido do natal – se é que há ai um sentido – e muito menos se tal ato ou data tem de fato resquícios ou fundos de verdades.
  Gosto muito da fala de Jean Jacques Rousseau – 1762, quando diz:
A maior parte das nações, como a dos homens, somente é dócil na mocidade, envelhecendo, tornam-se incorrigíveis; logo que os costumes estão estabelecidos e os preconceitos arraigados, é vão e perigoso querê-los reformar; o povo nem pode aturar que se toquem seus males para os destruir, semelhante aos enfermos estúpidos e covardes que tremem ao ver o médico.
  Se nos estamos tão arraigados com nossas crenças e crendices tais como foram nos passada pela historiografia ou por qualquer que seja o modo que até nossos dias tem chegado, e se não temos um mínimo de despertamento no sentido de requerer, de analisar, de repensar tais práticas então estaremos como disse Rousseau agindo como os pacientes ao ver o médico.
  A pretensão deste modesto texto não é esclarecer os fatos, contar a verdade, mas juntamente com o autor proposto e outras leituras, levantar questionamentos e por em cheque nossas praticas e representações, indagar se estamos vivendo nossa vida ou vivendo a vida que outros querem que vivamos, se pratico esse ou aquele ato por fé ou por convicção ou por maioria de voto , se estou ciente que tais praticas não condiz com a sua origem e se as prático é por mera vontade de praticar ou por ingenuidade.
  Como se diz na psicologia, onde acaba a explicação lógica (cientifica) parte então pra fé, é fé na psicologia é algo supremo que não se contesta e nem se indaga, (lógico há exceções a regra). Mas dentro da tradição e cultura judaico cristã a fé é questão de divergentes debates, e numa análise profunda dos textos bíblicos a fé é algo único, algo que apesar de ser debatida, tem de ter coerência com os textos da bíblia.
  O que vemos hoje é as praticas e representações totalmente desamparadas dos textos da Bíblia, tais como foram escritas, me refiro aqui a meu tema estudado que é o natal, e com o passar dos tempos tomou corpo em si mesmo e não há mais a indagação de que o que vemos hoje por ocasião do ultimo mês do ano é na verdade mais um Show de pagandice do que algo regido pela crença de origem de nascimento de tal cidadão, pois uma vez Ele sendo judeu, sua fé, sua crença, seus afazeres eram todos judaicos e não admitia adoração a divindades extras judaicas na sua religião, e creio que todos sabem que a Bíblia foi escrita por judeus, as ordens e mandamentos e outros afins ali registrados foram dados aos judeus e eles foram os detentores destas ordenanças.
  Quero dizer com tudo isso que dentro do seio da religião judaica cristã foi introduzida crenças de outros povos por parte de Roma e o seu principal regente foi Constantino , que em 313 legaliza o cristianismo como religião do Império Romano – Revista Veja – 15 de dezembro de 1999, tudo isso para não perder ou tentar manter-se no poder frente as divergências entre romanos e cristãos, e pra agradar a todos incorporou a figura de Yeshua (Jesus) ao dia comemorado pelos pagãos como o dia do nascimento do deus Sol Tamus, que era dia 25 de Dezembro. Em 319 o Cristianismo incorpora ritos e costumes pagãos. O Natal passa a ser celebrado no dia 25 de dezembro, dia do deus Sol, e o culto à Virgem Maria substitui o de Cibele, mãe dos deuses romanos – Revista Veja – 15 de dezembro de 1999. Como vemos, não somente a questão da Natal foi arquitetada pela cúpula de Roma, temos uma gama delas. Que dia que ele nasceu, não se sabe! E também não vem ao caso, a questão aqui é que ele não nasceu em dezembro e muito menos no dia 25 deste.
  Transcorridos tanto tempo deste acontecimento (nascimento de Yeshua), vemos em nossa atualidade o pouco causo que se faz com personagem em si, suas, por assim dizer “reais” razões, e é dada notoriedade a tradições populares e pagãs , sem ser questionado o motivo de tais práticas.
  Pela História Cultural proposta por Chartier, que pretende romper com as distinções primordiais tidas como evidentes – eruditas / popular... postula identificar o modo como em diferentes lugares e momentos uma determinada realidade é construída, pensada, dada a ler. Varias verdades temos do Jesus bíblico, e em diferentes lugares e momentos uma verdade, uma prática, uma significação dEle foi construída para dar cabo a algum intento maior. Inclusive a desjudaização do mesmo.
  Apesar de que para parte dos Judeus naturais, o Jesus não é o Messias, eles não negam a existência de uma pessoa que viveu e foi morto no período em questão na Judéia , não foi dado ênfase por eles a essa questão. Jesus continuava a ser um simples homem mortal, e isso todos os cristãos do primeiro século não duvidavam, e assim o foi, conforme textos bíblicos, até o Concilio de Nicéia em 325 quando Jesus foi elevado a condição de Deus, ou seja, o Segundo Deus, o Deus filho. Partindo desta data o nome de Jesus foi sendo divulgado cada vez mais, mas de modo adverso do que era crido pelos seus seguidores imediatos e do que foi deixado escrito no conhecidíssimo Novo Testamento. Para conter qualquer protesto não foi medido esforço em abafar qualquer pensamento ao contrario, bulas foram emitidas, decretos chamados dogmas foram editados.
  Hoje vemos o natal disseminado mais como data festiva comercial do que um ato de religiosidade, onde um Jesus Deus e lembrado, aliais um menino Deus, onde ninguém rompe com as evidencias, onde também não interessa romper, pois como muitos dizem: o que vale é a intenção. Mas que intenção é esta que macula, rompe, quebra a própria tradição que muitos dizem estar seguindo? Onde no contexto bíblico se acha escrito que os pastores de ovelhas e magos estiveram juntos na manjedoura ? Como pode uma família pobre como era tal família do relato compactuar com uma imensidão de atos ilógicos e impensados, tais como é o comercio ou venda das almas?... Continua ai um paradoxo.
  Romper com as evidencias, destruir o inquestionável, indagar o obscuro não é tarefa fácil de fazer, ainda mais numa sociedade alienada e homogeneizada que vivemos hoje, onde destoar por mínimo que seja do discurso oficial é motivo de desprezo, onde quem se propõe a tal é tachado como louco.
  Vemos, pois uma crença, vontade de crença que mesmo regido pela fé, que é algo maior e sublime, tem que ter coerência, pois onde não se explica mais nada é que a fé entra e penetra o mais profundo dos sentimentos e pensares. Vemos porem que alguns fatos do nascimento se explicam, logo aqui usamos a razão e não a emoção, ou seja, a fé aqui não tem tanta razão de ser.
  Fico chocado e estarrecido é com a gama de religiões existentes e que se auto denominam propagadoras dos ensinos bíblicos do Rabino Yeshua, praticar tais atos que tem suas origens em crenças extras bíblicas (pagãs) e não condizem com os ensinamentos deixados aos Hebreus que Jesus veio pra cumprir e não dar fim . Quanto mais acadêmicos que tem acesso as historiografias, se deixando levar “pela história oficial”.
  Uma vez que temos mecanismos para contestar e rever nossas práticas, analisar nossas representações, devemos fazê-la; fazê-las sim, no sentido de pensar nosso cotidiano e não em rotular o pensamento dos demais... se bem que ai há o maior dos paradoxos !... Como fazer então? Fica a questão pra imaginação e pensamento de cada um de nós.

Este artigo contêm várias notas de rodapé... Não sei como colocar aqui. Bom, mas creio que da pra ter a noção exata do que quero passar. Gracias.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Faz Tempo!

Pois é!.. já esta passando da hora de nois atualizar essa bagaça aqui, fazia tempo que não escrevia nada, um dia ainda vou atualiza-lo dioturnamente...
Pra que estou escrevendo isso?!.. sei lá, acho que ninguem passa aqui, mas enfim, eu passo e sou alguem, pode crer!.... heheehhe

Um forte abraço aos possiveis navegantes que por aqui passarem...

Uma foto nova de nossa velha baia do rio Paraguai

Nos vemos pela vida

domingo, 8 de junho de 2008

O que você é!




A vida nos reserva surpresas agradáveis e outras desagradáveis. Por ela vamos passando contando os nossos dias esperando sempre por uma “vida melhor”, onde possamos gozar da labuta árdua do que foi o estudo ao longo da nossa juventude e porque não ao longo de toda vida, pois vivemos numa escola: “a escola da vida”. Logo, sempre estamos estudando e muitas vezes não temos direito a diplomas. Uma mãe, um pai, um trabalhador braçal dificilmente vão obter um diploma, pois esses tipos de estudo/experiência, não são passíveis de obter um reconhecimento expresso em papel dourado e emoldurado com os dizeres: Certificamos que o presente Diploma foi emitido em honra e reconhecimento.
A maioria das vezes prezamos uma pessoa pelo o que ela tem e não pelo que ela realmente é!... Se você não concorda com tal coisa é um demagogo frio e obstinado, pois quem dita a regra hoje e o capital, e sendo assim tudo gira ao seu bem querer e somos direcionados a dar valor pelo que a pessoa tem.
Mas não deveria ser assim!. Concordo plenamente, não deveria, mas é.
Quem bancaria e/ou patrocinaria uma pessoa que esta desempregada e passando por dificuldades?... O que logo queremos fazer e ajudar essa pessoa arrumar o mais rápido possível um serviço para nos livrarmos de tais fardos, se brincar até damos um jeito de pagar aluguel para tal pessoa em outro local pra não ficar na nossa casa, pois lá não o queremos. Ele é um desempregado, só da gasto, não tem nada.
Quem entende isso é só o pai do filho pródigo e mais ninguém, nos na qualidade de amigos queremos e vê-lo o mais longe possível.. Não é isso?
Ah! Mais o contrario é bem vindo. Se a pessoa tem um emprego de alto ganho, um belo carro etc etc, esse sim nos queremos ao nosso lado e muitas vezes fazemos questão que ele esteja sempre por perto.
Outro dia alguém me disse: “os que te rodeiam devem ter orgulho de você por estar fazendo mais uma faculdade”... é pois é! Não é bem assim. Se eu estivesse ganhando uns 5.000,00 mangos ai sim seria querido, mas como o que tenho e ganho não é muita coisa, logo sou execrado por estar estudando e ouço piadinhas maldosas de todos os lados, e muitas delas feitas por pessoas que não tem estudos que me da entender que é um tipo de defesa delas por não estar na faculdade e zombar daqueles que estão é o prazer.
Enquanto em paises como a Índia os velhos com suas cãs são respeitados dignos de todas horárias, bem como os que dedicam sua vida aos estudos e vão com isso ganhando experiências são o orgulho da família, dos amigos. Já aqui na nossa cultura “superior”! Ocidental, quem dita a regra do jogo é o capital.
O que conta hoje é sua “conta” e jamais qualquer outra virtude que o cidadão possa ter. Para exemplificar o que digo, basta analisar a vida daqueles que são mantidos financeiramente por pessoas que praticam atos que não são éticos e muitos menos morais (a questão da ética e moralidade é muito relativo, eu sei disso) mas digo a respeito de pessoas que tem conceitos conservadores e outros afins que passam a ser mantidos por dinheiro de prostituição qualquer que seja ela (profissional ou amadora), dinheiro de origem duvidosa, etc etc, e nem ao menos querem saber a procedência. Quantas vezes em artigos, livros, revistas, reportagens ouvi/li a celebre frase: “quem paga a conta deles sou eu, logo eles têm que ficar quieto” ou “não me interessa de onde vem o dinheiro”.
Entendeu o que quero dizer com tudo isso?... Eu já havia dito: você é o que tem. Você é respeitado pelo o que você tem, Você tem seu circulo de amizades pelo que você tem. Não interessa a sua vida, interessa sua posse! E isso é assim em todas as instancias da vida.
A minoria que te respeita pelo que você é, são poucos, logo: valorize-os. E quanto a você! Trabalhe, estude, ganhe seu pão e seja sempre humilde, a ponto de ser simples como a pomba e prudente como a serpente.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Certificado?!.. "Cade o meu"?




UM COMÉRCIO?... VAI LÁ SABER!

Nas relações de poderes existentes perpetradas no seio da conjuntura de vivência sócio – culturais podemos galgar referenciais emblemáticos outorgados por ditames, certames e aceites nada ortodoxo que levam as mais bizarras confluências, deixando assim indagações no ar que aparentemente não serão respondidas por ninguém ou o acaso se encarregara de leva-las ao lar – o esquecimento – ou à memória de poucos, que paulatinamente e em tempos oportunos de fleches de memorísticos se lembrarão dos paradoxos existentes nas tramas e emaranhados de poder que só entendem aqueles que não entende, entendeu? Não?... Problema seu não vou explicar nada!
Continuando porem com o raciocínio vemos explicitamente que as relações de poderes existem em todas classes da sociedade, onde “manda quem pode obedece quem tem juízo”, e isso é notório e não temos como nos desvencilharmos de tais emoldurações.
Há algum tempo vinha planejando escrever algo sobre a “venda” exacerbada de “CERTIFICADOS” pelas instituições de ensino. (quando digo “Venda” faço uma provocação e com fundamentos, pois paguei para receber o certificado, e mais, tenho até nota fiscal...hehehe digo: recibo)
Para que o interessado tenha direito ao certificado, ele tem que comparecer nas programações, assinar listas, enfim dar as caras, ser notado e notar. Nada mais justo, porem, contudo, entre tanto, haja visto que, no entanto, todavia, isso não se comprava, Pois uma gama considerável de “assistentes” fazem suas inscrições, e nem dão as caras ao evento, e no final de tudo “venha nós o teu reino” digo, o teu certificado. Compreendeu? Esse parágrafo eu vou tentar explicar.
As relações existentes nesses encontros visam proporcionar uma interação e beneficiamento de várias correntes interessadas no evento em si. Uns estão ali por interesses de se projetarem como o “deuso” (entendeu o vem a nós o teu reino) que vai dar cabo aos problemas, que com seu “doutorite” vai tanger para bem longe o “maligno” que norteia e ronda as fundações desta instituição de ensino. Esses são os “deusos” eles têm carta branca pra falarem o que pensam e fazerem o que quiserem.
Temos também as figuras dos “Semi-deusos” aqueles que tem algumas qualidades de divindades, mas que foram deixados ao segundo escalão da santidade. Fazendo um parágrafo – me lembro da gama de santos que o vaticano rebaixou num de seus concílios a meros mortais, tirando eles da elite da santidade – São aqueles que porque sei lá eu não foram convidados a ser palestrantes, mas eles também entendem, eles sabem de tudo, eles também tem que emitir suas pomposas opiniões, e na hora de fazer as rodadas de perguntas aproveitam para mostrar que também sabem, levam 15 minutos fazendo comentários sobre seus próprios trabalhos (Ninguém tava interessando em saber) e fazem uma pergunta idiota ao final, isso quando fazem.
Como não?!... temos também a assistência, eta nois. Aqueles que fizeram suas inscrições e ficam lá para ouvir as propostas audazes e veneráveis que ninguém até o presente momento tinham ouvido falar, e ficam indagando a si mesmos: “Como vivi até hoje sem saber disso”. Nois semo aqueles que foram relegados a terceiro plano no processo de sociabilização das classes acadêmicas.
Temos também os turistas, e estes se dividem em duas classes: Os Turistas autônomos e os patrocinados, aqueles são os que moram nos arredores do evento, e o único gasto que tem é com a inscrição e estes são aqueles que vem de longe com “tudo” pago pela própria instituição e boa parte destes nem sabem à que vieram. Alguns foram pegos a laços em suas salas de aula e caíram de pára-quedas no evento, outros vieram conhecer uma cidade, respirar novos ares, ou jogar bem longe de casa uma bela e animada partida de truco com conhecidos e amigos.
Informações não oficiais dão contas que foram disponibilizados para o evento, 100.000,00 pratas. Com isso dava para fazer um evento grandessíssimo, mas não foi o que vimos, digo grandessíssimo em todos os aspectos tanto em relação a parte física como a parte intelectual.
Sabe-se que tinham “delegados” (qual era a função desse povo?) e afins num par de hotéis espalhado ao longo do entorno da cidade, ou seja, se começar fazer as contas as “pratas” disponibilizadas para o evento deve ter atingido mesmo tal montante, se bem que poderíamos ter em mãos uma prestação de contas né? Afinal foi dinheiro público, ou seja, dinheiro nosso que foi gasto ali.
Arrependo-me tanto de não ter levado uma digital ao evento, senão teria imortalizado numa imagem (que daria margem para várias visões e interpretações) a cena do jogo de truco, durante uma das palestras proferidas, e o organizador do evento em pé dialogando com os envolvidos na “jogatina”. Também os coitados deveriam estar exaustos, pois já estava perto do almoço e nunca que acabava mais a fala dos “deusos” e “semi-deusos” e outra o pessoal do truco vieram de longe, estavam cansados e aquilo ali era meramente uma distração, o responsável pelo evento foi muito injusto ao mandarem eles pararem, até porque eles não receberam auxilio algum pra vir num eventinho desse. Irônico não?....ehehehehhehehehhe
Outra coisa que fico triste é que todos eventos que tem o nosso bloco de Geografia e História – conhecido como “estábulo”, “Chochotão” cada vez se configura como tal, ele é usado como hotel, motel e afins quando da realização de “grandes” eventos. O interessante é que neste evento a plebe ficou nele e as burguesias foram para os hotéis com tudo pago pela nossa magnífica instituição e seus colaboradores.
Enquanto isso tem cadeiras confortáveis e cômodas para fazer nossas provas de 2 horas de duração e saímos até torto, (conforme a disciplina e professor) sem falar dos colegas que tem dificuldades para se acomodarem nas cadeiras devidos a sua estatura física. Sem contar certos professores que mais parecem adestradores, que não tem a mínima noção do que é ensinar. E estes fóruns são para dar uma melhor condição aos alunos, tanto de aprendizagem quanto de oportunidades de se manterem nos seus respectivos cursos.
Para encerrar, só lembrando que foram inscritos para esse evento, uma média de 800 pessoas, e nas palestras não tínhamos nem metade disso, e não vem me dizer que a evasão era de “alunos desinteressados” não, pois uma gama considerável de professores também não compareceu. Isso é um problema crônico, um abacaxi pra alguém descascar.
Esta grande procura por inscrições e a pequena taxa de participantes no evento deve-se à necessidade de horas complementares, para contagem de pontos para colação de grau, se não tivesse tal exigência às inscrições seriam menores, mas em compensação só iria lá quem realmente estivesse a fim de colaborar, e assim todos sairiam ganhando, e não precisávamos ficar 5 dias ouvindo lorotas que não nos interessa, ou ficaríamos 15 dias ouvindo sim pela vontade e prazer participando de um ideal que penso ser relevante para o crescimento físico/intelectual da instituição.
Penso que já esta mais do que na hora de revermos as reais necessidades desses encontros, digo dessas deslanchadas de verbas públicas para chegar a resultados de fins duvidosos que acaba por beneficiar sabe lá D´us quem.

domingo, 11 de maio de 2008

Blog?!.. cada um com o seu né?!




Fazer o que né?!... já vi que se quiser sair num blog ou vc tem que ser amigo intimo do dono ou ter o seu proprio. Dai serve até pra auto promoção... heheheh
Ninguem me publica logo, eu me publico... como dizia meu velho e querido vozinho: "ninguem me gava, eu 'cagava' sozinho...heheheheh
O mais triste é ver uma variedade de Blogs dedicado a uma comunidade em comum que na verdade funciona só de fachada, pois apenas uma pessoa tem a senha e o acesso para publicações, e dai já viu né?... publicam-se o que der na telha.
Um exemplo classico são os blogs que levam o titulo de "Blog da Comunidade X" ou "Blog da Igreja tal" que na verdade não condiz com o enunciado...
Porem concordo plenamente pois quem esta com a caneta na mão risca o papel que quizer, os demais apenas podem olhar as "obras de artes" rabiscadas no papel.
Já estive em lugares que tem ou tinha por lema publicar fotos de visitantes.. pois bem, eu não não sai em nenhum comentario...heheehhe eu não era queridinho eu acho, ao contrario eu era uma "persona não grata"... fazer o que, manda quem pode obedece quem tem juizo.
As fotos supra publidas foram tiradas por acasião do Casamento de minha irmã: temos ai meus 3 irmãos e eu, fazendo uma escadinha do mais velho (eu) para o mais novo, temos então: Mim, Geisaquele, Gideão e Gleidison, Obs: a escada por altura não condiz com a realidade pois a Geisaquele esta de salto...rs
Na outra foto temos os dois pombinhos... Rosmar & Geisaquele, que sejam feliz
E na ultima temos uma "foto oficial" tirada dentro da Beit Cáceres...
Querem ver mais fotos do casorio então clique no link: http://beitcaceres.zip.net
Abraços a todos... Tenham um ótimo dia
Nos vemos pela vida
Shalom